O soco atingiu em cheio o nariz. Desequilibrou-se e atingiu o solo com força. Sentiu o gosto da lama na boca, o chute que se projetava em direção ao rim foi previsível, porém na situação que se encontrava não conseguiu se defender a tempo. A dor era muito forte. Um vulto que lembrava muito um pé veio mais uma vez, dessa vez na direção do rosto... PORRA!! Retirou forças do palavrão e rolou para a esquerda... Bateu a cabeça em uma pedra... Merda! O chute na garganta foi o golpe de misericórdia...
As pálpebras abriram lentamente... tudo estava muito escuro e não fazia sentido... Sentiu os pés gelados... Aos poucos foi recobrando a memória dos últimos instantes – ou horas, não tinha certeza de quanto tempo passou.
Foi se levantando... O vento parecia mais gelado que de costume da cintura para baixo... O outro tinha lhe roubado o tênis e a calça... estava só de cueca e camiseta no meio do nada...
As pálpebras abriram lentamente... tudo estava muito escuro e não fazia sentido... Sentiu os pés gelados... Aos poucos foi recobrando a memória dos últimos instantes – ou horas, não tinha certeza de quanto tempo passou.
Foi se levantando... O vento parecia mais gelado que de costume da cintura para baixo... O outro tinha lhe roubado o tênis e a calça... estava só de cueca e camiseta no meio do nada...
Aroldo Pereira da Rosa - O Chiste
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