segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O primeiro post...

Olá a todos...

Este, como é possível notar, é o primeiro post deste blog. E eu realmente não sei o que escrever.
Sempre gostei de escrever - é um gosto antigo que vem desde que eu aprendi a transcrever, em caixa alta, a primeira letra do alfabeto – e sempre tive vontade de escrever em algum local que outras pessoas, muitas vezes pessoas que eu nem conheço, tivessem a possibilidade de ler o que eu escrevo.
Inicialmente pensei em ser escritor de romance, sempre amei ler e inventar histórias, mas esta vontade não se mostrou muito prática. A pouco tempo eu consegui entender o motivo e me achei muito estúpido de não o ter entendido antes, afinal como perceberão é uma questão muito simples.
Lembro que estava em uma aula de literatura portuguesa, no segundo ano da universidade, estava cansado e o assunto não me animava muito – odeio admitir, mas tenho o grave defeito de começar a viajar por universos míticos durante as aulas com muita facilidade, e isso se reflete em muitos desenhos que faço em meu caderno – e foi quando a professora falou algo que me chamou a atenção, nunca conseguirei me recordar do contexto, uma vez que meus pensamentos estavam totalmente focados no papel, onde tentava eu de forma insistente transformar em histórias em quadrinhos um livro que havia lido. A frase era simples, e dizia somente: “várias pessoas dizem: minha vida dá um livro. Mas resta saber: será que é um livro bom? Será que a história seria contada de forma realmente interessante?”.
Acho que aquilo me atingiu como um raio: rápido, brilhante e barulhento. Eu enfim entendi o porquê de não conseguir escrever os romances que tanto borbulhavam em minha cabeça. É preciso saber fazer, de forma única, com habilidade, e isto definitivamente eu não consigo.
Logicamente apesar de ter conseguido entender o motivo somente a pouco tempo, a vontade de ser escritor morreu assim que algumas pessoas leram o primeiro conto e não gostaram... pensei em várias possibilidades nas quais eu mostraria as pessoas a forma como escrevo, mas sempre aparecia um ou outro obstáculo. Desisti de tentar sobreviver da escrita e tornei-a como minha forma de descontração, se estou cansado, estressado, ou qualquer coisa que termine com -ado e que seja ruim, sento na frente do meu computador e escrevo.
Sou ávido leitor de blog’s, e um dia pensei: porque não crio o meu? Assim, se alguém quiser poderá ler o que eu escrevo, se gostar poderá voltar e ler mais... Eis como surgiu a idéia de fazer o blog, nada muito útil para a humanidade, mas definitivamente uma ótima diversão para mim.
Até que para quem não sabia como fazer seu primeiro post, eu escrevi uma quantidade de linhas razoáveis...

Até a próxima postagem...

Aroldo Pereira da Rosa – O Chiste...


* Aroldo Pereira da Rosa ganhou o apelido de Chiste de uma pessoa muito importante, na época uma grande amiga e que em breve trocará com ele alianças e juras de amor eterno...

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